Empresário Rodrigo Garcez amplia atuação em inteligência artificial, sensoriamento remoto, mercado imobiliário, turismo e ativos ambientais com foco em soluções desenvolvidas a partir das características da Amazônia

MANAUS — O empresário Rodrigo Garcez, à frente de um grupo com atuação em tecnologia, mercado imobiliário e ativos ambientais, projeta R$ 500 milhões em novos negócios e projetos no Amazonas.

A estratégia reúne tecnologia, construção civil, turismo e novas aplicações para ativos ambientais. Além disso, o grupo pretende ampliar o uso de inteligência artificial, automação e análise de dados em diferentes setores da economia.

Nesse cenário, a tecnologia aparece como principal eixo da expansão.

Entre os projetos já desenvolvidos está uma plataforma de monitoramento e estimativa de biomassa. A ferramenta utiliza dados de satélite, sensoriamento remoto e modelos computacionais para analisar grandes extensões territoriais.

Dessa forma, a proposta é transformar informações geoespaciais em dados capazes de apoiar decisões e criar novas oportunidades de negócios.

“Nossa principal frente sempre foi tecnologia. Agora queremos ampliar onde essa tecnologia pode chegar. O Amazonas pode deixar de ser apenas consumidor de inovação e também desenvolver soluções capazes de competir em outros mercados”, afirma Garcez.

Tecnologia desenvolvida para a Amazônia

O grupo utiliza sensoriamento remoto, dados de satélite e inteligência computacional para monitorar territórios e estimar biomassa.

A solução, por sua vez, foi desenvolvida considerando características próprias da Amazônia. A região possui grandes extensões territoriais, áreas de difícil acesso e um enorme volume de informações que precisam ser processadas.

Por isso, segundo Garcez, esse cenário também cria oportunidades para o desenvolvimento de tecnologias específicas.

“Temos uma região gigantesca e extremamente complexa. Isso nos obriga a desenvolver soluções diferentes. Quando conseguimos fazer uma tecnologia funcionar nas condições da Amazônia, começamos a enxergar aplicações muito maiores para ela.”

Além do monitoramento territorial, o grupo pretende ampliar aplicações de inteligência artificial, análise de dados, automação e sensoriamento remoto.

Assim, a expectativa é utilizar a tecnologia já desenvolvida como base para novos produtos e serviços.

Inteligência artificial entra no mercado imobiliário

A construção civil será, igualmente, uma das principais frentes de expansão do grupo.

O planejamento inclui empreendimentos residenciais, imóveis de médio e alto padrão, propriedades destinadas à geração de renda e projetos que integrem moradia, serviços, lazer e tecnologia.

Nesse sentido, a intenção é inserir inovação desde a concepção dos empreendimentos.

Entre as soluções avaliadas estão inteligência artificial, automação predial, gestão digital, eficiência energética e novas tecnologias construtivas.

Além disso, o grupo avalia terrenos e ativos imobiliários com potencial de aquisição, desenvolvimento ou reposicionamento.

“Não queremos simplesmente construir mais um prédio. Queremos desenvolver imóveis melhores, adaptados à nossa realidade e utilizar tecnologia para criar produtos que ainda não existem no mercado local”, afirma Garcez.

Dessa maneira, a proposta é aproximar a construção civil das novas tecnologias e, ao mesmo tempo, criar produtos adaptados às características de Manaus.

Tecnologia para enfrentar o calor de Manaus

Outra frente em estudo envolve soluções para conforto térmico e controle de microclima.

Nesse caso, a proposta considera o uso de inteligência artificial, sensores, climatização inteligente, materiais construtivos, sombreamento e automação.

Além disso, medidas de eficiência energética poderão fazer parte dos projetos.

Os próprios empreendimentos, portanto, poderão funcionar como ambientes de desenvolvimento e aplicação dessas tecnologias.

“Tecnologia precisa resolver problemas reais. Vivemos em uma região extremamente quente. Por que não desenvolver aqui algumas das melhores soluções para viver em cidades de clima tropical?”, questiona Garcez.

Com isso, a estratégia também considera levar essas soluções para outras cidades que enfrentam condições climáticas semelhantes.

Turismo entra na estratégia de expansão

O turismo também integra a estratégia de crescimento do grupo.

Embora a Amazônia tenha reconhecimento internacional, Garcez avalia que ainda existe espaço para ampliar a participação do Amazonas na geração de negócios relacionados ao setor.

Nesse contexto, hospedagem, gastronomia, experiências amazônicas, turismo náutico, entretenimento e infraestrutura turística estão entre as oportunidades analisadas.

“O mundo já conhece a Amazônia. Precisamos transformar esse reconhecimento em economia dentro do Amazonas”, afirma.

Além disso, tecnologia e mercado imobiliário poderão ser conectados ao turismo por meio de novos empreendimentos e experiências voltadas aos visitantes.

Assim, a intenção é criar produtos que aproveitem o potencial turístico da região e, ao mesmo tempo, incorporem inovação.

Ativos ambientais ganham novas tecnologias

Os ativos ambientais continuam entre as áreas de atuação do grupo.

Nesse segmento, tecnologias como monitoramento territorial, sensoriamento remoto, inteligência artificial e rastreabilidade podem ampliar o controle e a análise dos ativos.

Ao mesmo tempo, o grupo avalia aplicações envolvendo blockchain, tokenização e infraestrutura para ativos digitais.

A proposta é conectar tecnologia, ativos ambientais e novas possibilidades econômicas.

Contudo, Garcez defende que o potencial ambiental precisa estar acompanhado de modelos capazes de gerar resultados.

“A Amazônia possui um patrimônio ambiental extraordinário, mas potencial sozinho não gera desenvolvimento. Tecnologia precisa ajudar a transformar informação e ativos em modelos economicamente viáveis, transparentes e capazes de gerar valor”, destaca.

Meta é alcançar R$ 500 milhões em negócios

A combinação das diferentes frentes poderá resultar em uma carteira estimada de R$ 500 milhões em novos negócios e projetos no Amazonas.

Nesse sentido, a estratégia reúne tecnologia, construção civil, mercado imobiliário, turismo e ativos ambientais.

Além disso, o grupo pretende criar oportunidades capazes de aproximar ativos, tecnologia e capital.

Com essa estratégia, a expectativa também é ampliar a conexão do mercado amazonense com investidores de outras regiões.

Entretanto, para Garcez, o tamanho dos projetos não deve ser o único parâmetro para medir o potencial dos negócios.

“Um projeto precisa fazer sentido antes de ser grande. Tecnologia, execução e capacidade de gerar resultado vêm primeiro.”

Por isso, a tese empresarial é aproveitar tecnologias já desenvolvidas pelo grupo para abrir novas frentes de atuação e criar negócios adaptados às características da região.

Amazonas como polo de inovação

A estratégia defendida pelo empresário busca posicionar o Amazonas não apenas como fornecedor de recursos naturais ou consumidor de tecnologia, mas também como um ambiente capaz de desenvolver soluções próprias.

Para isso, a ideia é utilizar desafios regionais como ponto de partida para criar tecnologias com potencial de aplicação em outros mercados.

Além do mais, o empresário avalia que a Amazônia pode servir como um laboratório natural para soluções voltadas a clima, território, meio ambiente, construção e turismo.

“A Amazônia já está no radar do mundo. Agora precisamos mostrar que daqui também podem sair tecnologia, empresas, imóveis e grandes negócios. Quero que o Amazonas seja conhecido não apenas pelo que possui, mas também pelo que é capaz de criar”, conclui Garcez.