Deputado contrariou a orientação do Partido dos Trabalhadores ao apoiar a eleição de Adjuto Afonso. Com isso, fortaleceu a base governista e provocou uma forte reação dentro da legenda.
A eleição que confirmou Adjuto Afonso (União Brasil) na presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) abriu uma nova crise no Partido dos Trabalhadores (PT). A votação ocorreu após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a sessão, Sinésio Campos (PT) votou a favor de Adjuto Afonso. Com isso, acompanhou a maioria da base de apoio ao governador Roberto Cidade (União Brasil).
Logo depois, dirigentes do PT criticaram a decisão. Por isso, lideranças da legenda passaram a defender o afastamento de Sinésio Campos da presidência estadual do partido.
Petistas apontam quebra de confiança
Segundo dirigentes petistas, o voto contrariou a orientação política da legenda. Além disso, fortaleceu o grupo Bolsonarista considerado adversário histórico do PT no Amazonas.
Na avaliação de integrantes do partido, o episódio ampliou o desgaste entre Sinésio Campos e a direção estadual. Ao mesmo tempo, aumentou a pressão para que a legenda discuta mudanças no comando partidário.
Ainda segundo petistas, o deputado deixou de seguir a estratégia construída para a eleição da Mesa Diretora. Dessa forma, o episódio ganhou dimensão política e passou a repercutir dentro e fora do partido.
Distanciamento de aliados de Lula
Além disso, dirigentes afirmam que a postura de Sinésio Campos amplia seu distanciamento de importantes aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Amazonas.
De acordo com integrantes da legenda, o parlamentar também se afasta politicamente dos senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD). Ambos atuam em Brasília na defesa da Zona Franca de Manaus e na busca por investimentos para o Estado do Amazonas.
Enquanto isso, lideranças petistas defendem maior unidade entre os partidos que apoiam o Governo Federal. Por outro lado, avaliam que o voto de Sinésio segue em direção oposta.
Base governista amplia força na Aleam
A eleição de Adjuto Afonso consolidou a maioria da base do governador Roberto Cidade na Assembleia Legislativa.
Antes disso, Adjuto ocupava a presidência de forma interina desde que Roberto Cidade assumiu o Governo do Amazonas. Agora, ele foi confirmado no comando da Casa.
Com o resultado, a base governista mantém o controle da Mesa Diretora. Além disso, amplia sua influência sobre as principais votações do Legislativo estadual.
Pressão aumenta dentro do PT
Diante desse cenário, a pressão sobre Sinésio Campos aumentou. Dirigentes defendem que o PT reavalie sua permanência na presidência estadual da legenda.
Segundo integrantes do partido, o deputado contrariou a orientação política da sigla. Consequentemente, fortaleceu um projeto considerado adversário do PT.
Por fim, lideranças avaliam que o episódio pode aprofundar a crise interna. Além disso, a decisão pode influenciar as articulações políticas e a formação de alianças para as eleições de 2026.