O caso de feminicídio em São Paulo voltou a provocar indignação em todo o país. Isso porque Maria Katiane da Silva, 25 anos, tentou salvar a própria vida momentos antes de cair do 10º andar do prédio onde vivia com o marido, Alex Leandro Bispo dos Santos, 40. Mesmo ferida, ela buscou acalmar o agressor até os últimos segundos.
Câmeras mostram agressões e o desespero de Maria
As imagens de segurança revelam uma sequência de violência. Antes de tudo, Alex agride Maria no estacionamento do condomínio. Em seguida, mesmo machucada, ela entra com ele no elevador. Nesse instante, tenta abraçá-lo e implora: “Se acalma por favor, amor!”, numa tentativa clara de interromper o ciclo de agressões.
Logo depois, entretanto, a discussão recomeça. Alex segura Maria pelo pescoço e a puxa para fora do elevador com brutalidade. Minutos mais tarde, ele retorna sozinho, coloca as mãos na cabeça e se senta no chão, demonstrando aparente desespero. Enquanto isso, Maria já havia caído do 10º andar.
Versão do suspeito cai por terra
Após o crime, Alex liga para a Polícia Militar. Ele afirma que Maria teria se trancado no banheiro e caído logo depois de um forte barulho. Contudo, as gravações contradizem totalmente essa versão, já que mostram cada etapa da agressão antes da queda.
Redes sociais revelam contraste doloroso
Nas redes sociais, Maria frequentemente publicava fotos ao lado do marido. Além disso, ela costumava escrever mensagens carinhosas. Em uma das postagens, por exemplo, aparece sorrindo ao lado de Alex com a frase: “Eu te amo”. O contraste entre a imagem pública e a realidade violenta é evidente.
Polícia prende o marido e amplia investigação
A polícia prendeu Alex nesta terça-feira (10/12). A equipe da 89ª Delegacia de Polícia (Jardim Taboão) investiga o caso como feminicídio. Além disso, os agentes buscam novas testemunhas para reconstruir a cronologia dentro do apartamento e entender todos os detalhes do crime.
Feminicídios aumentam e reforçam alerta
O caso de Maria se soma a uma estatística crescente. Nos últimos anos, os feminicídios aumentam de forma contínua em São Paulo. Dessa forma, especialistas reforçam a necessidade de ampliar políticas de proteção, fortalecer denúncias e garantir que mulheres em risco consigam ajuda com rapidez.
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