A inflação oficial do país voltou a desacelerar em novembro e trouxe um cenário mais favorável para os consumidores. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou 0,18%, o menor resultado para o mês desde 2018. Além disso, o dado divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma a tendência de arrefecimento observada ao longo de 2025.

Dessa forma, o IPCA acumula 4,46% nos últimos 12 meses, número inferior aos 4,68% registrados no período anterior. Consequentemente, o índice permanece dentro do intervalo de tolerância do Banco Central, que trabalha com uma meta de 3% e aceita variação de até 4,5%.

Alimentação cai pelo sexto mês seguido e alivia o bolso das famílias

O grupo Alimentação e bebidas teve variação de -0,01%, voltando ao campo negativo. Além disso, a alimentação no domicílio recuou -0,20%, marcando o sexto mês consecutivo de queda. Tomate (-10,38%), leite longa vida (-4,98%) e arroz (-2,86%) foram os itens que mais contribuíram para o recuo.

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, o arroz apresentou trajetória negativa ao longo de todo o ano de 2025 e já acumula queda de 25%. Enquanto isso, produtos de higiene pessoal também reforçaram o movimento de desaceleração, com redução de -1,07%.

Por outro lado, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada anteontem (9) por Conab e Dieese, mostrou que o preço da cesta básica caiu em 24 das 27 capitais brasileiras. Arroz agulhinha e tomate novamente lideraram as reduções. Portanto, o cenário indica um alívio mais consistente no orçamento das famílias.

Passagens aéreas pressionam o índice, apesar da desaceleração geral

No entanto, alguns itens exerceram influência contrária e impediram uma queda maior da inflação. A passagem aérea subiu 11,9%, sendo responsável por 0,07 ponto percentual do índice.

Além disso, a energia elétrica residencial avançou 1,27%, após reajustes tarifários aplicados por algumas concessionárias. Já que eventos da COP-30 movimentaram a região Norte, o item hospedagem registrou aumento expressivo, especialmente em Belém, onde a alta chegou a 178%, contribuindo para a variação de 4,09% no grupo Despesas Pessoais.

INPC também desacelera e fica em 0,03%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, teve avanço leve de 0,03% em novembro. Apesar disso, o acumulado de 12 meses ficou em 4,18%, abaixo dos 4,49% observados anteriormente.

Enquanto isso, os produtos alimentícios passaram de 0% em outubro para -0,06% em novembro, reforçando a trajetória de desaceleração no custo de vida das famílias de menor renda.

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