A decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas sobre importações agrícolas, anunciada pelo presidente Donald Trump nesta sexta-feira (14), gerou forte reação positiva no governo brasileiro. A medida abrange produtos como carne bovina, café, bananas e tomates e, segundo integrantes do Planalto, representa um avanço significativo para as exportações do país. Além disso, a iniciativa acontece em meio a negociações bilaterais que buscam destravar a relação comercial entre as duas nações.
Reação do Planalto
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, classificou a decisão como uma “vitória para o Brasil”. Ele destacou que o gesto reforça a força do país no cenário internacional. Além disso, o ministro afirmou que a conquista resulta da atuação estratégica do governo Lula.
Segundo Costa, o presidente “segue defendendo a soberania e os interesses do Brasil em todas as mesas de negociação”, o que contribuiu diretamente para o avanço anunciado pelos norte-americanos.
Ainda dentro do governo, Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, ressaltou que a medida reforça a credibilidade internacional de Lula. “Lula sabe o que faz, e quem ganha é o Brasil”, declarou, ressaltando a importância da diplomacia ativa do governo petista.
Repercussões no Congresso
No Legislativo, a notícia também teve forte repercussão. O líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), compartilhou a decisão em suas redes sociais e reagiu de forma bem-humorada: “Mr. Trump fez o ‘L’.” A postagem rapidamente viralizou e ampliou a discussão sobre o impacto econômico da medida.
Negociações bilaterais avançam
A decisão de Trump ocorre em um momento de aproximação diplomática. Na quinta-feira (13), o chanceler brasileiro Mauro Vieira se reuniu com o secretário de Estado americano Marco Rubio. Após o encontro, Vieira afirmou que os países avançam em um acordo provisório para desbloquear as relações bilaterais.
Logo depois, o Departamento de Estado dos EUA confirmou, em comunicado, que ambos discutiram “um quadro mútuo para a relação comercial”. Dessa forma, a sinalização de Washington deve facilitar futuras tratativas entre os governos.
Setor produtivo reage
A medida também repercutiu entre entidades do agronegócio brasileiro. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que avalia se a Ordem Executiva se aplica à tarifa base de 10%, à adicional de 40% ou a ambas. Assim, a entidade está em contato com parceiros americanos para compreender a real dimensão do impacto.
Enquanto isso, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) comemorou a decisão. Para a entidade, a redução das tarifas reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países. Além disso, destacou que o reconhecimento demonstra a qualidade e a regularidade da carne brasileira, que contribui de forma decisiva para a segurança alimentar global.
Perspectivas
Com esse movimento, o Brasil espera ampliar sua presença no mercado norte-americano. Além disso, a medida pode fortalecer a balança comercial e abrir novas portas para negociações futuras. Embora ainda haja detalhes a serem esclarecidos, especialistas avaliam que o anúncio tende a gerar efeitos positivos para o setor produtivo brasileiro.
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