Uma parte pouco conhecida do peixe brasileiro ganhou destaque e passou a integrar a lista dos produtos mais valorizados da pesca nacional. Avaliada em até R$ 3 mil o quilo, a bexiga natatória, conhecida popularmente como grude, tem origem principalmente na pescada-amarela, espécie abundante no litoral amazônico.

O que é a bexiga natatória do peixe

A bexiga natatória controla a flutuabilidade do peixe na água. No entanto, na pescada-amarela, esse órgão apresenta características específicas, como tamanho maior, espessura elevada e alto teor de colágeno.

Esses fatores explicam por que o produto despertou forte interesse do mercado internacional, sobretudo na Ásia.

Produto brasileiro valorizado no mercado asiático

Após a extração, pescadores e comerciantes submetem a grude a um processo rigoroso de limpeza e secagem. Quanto maior e mais bem preservada a peça, maior se torna o valor comercial. Exemplares classificados como “premium” atingem cifras elevadas e circulam no mercado como verdadeiras joias gastronômicas.

Países como China, Vietnã e Hong Kong lideram a demanda pelo produto brasileiro.

Uso culinário e medicinal da grude

Na culinária asiática, chefs utilizam a grude no preparo de sopas sofisticadas, conhecidas por seus efeitos tonificantes. Além disso, consumidores associam o alimento ao fortalecimento da pele, dos ossos e das articulações, graças à alta concentração de colágeno.

Por esse motivo, muitos consideram a bexiga natatória um verdadeiro “elixir da longevidade”.

Simbolismo cultural e status social

Além dos benefícios nutricionais, a grude carrega um forte valor simbólico. Em várias culturas asiáticas, o produto representa prosperidade, longevidade e status social. Servir o alimento em ocasiões especiais demonstra prestígio e respeito aos convidados.

Impacto econômico e alerta ambiental no Brasil

O interesse internacional transformou a pescada-amarela em um recurso estratégico para a economia pesqueira brasileira, especialmente na Região Norte. Ao mesmo tempo, o alto valor de mercado exige atenção redobrada.

Especialistas alertam para a necessidade de fiscalização constante, manejo sustentável e ações firmes contra a pesca predatória, a fim de preservar a espécie e garantir o equilíbrio ambiental.

Siga o portal Amazonas 24 horas no Instagram: Clique aqui